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Ocorrência de depressão e seus correlatos em pacientes com demência de início precoce
Pesquisadores noruegueses publicaram, recentemente, no International Journal of Geriatric Psychiatry, um estudo em que procuraram investigar a ocorrência de depressão em pacientes portadores de demência de início precoce (DIP) e com características de demência antes dos 65 anos de idade.
Foram incluídos, no estudo, 221 pacientes diagnosticados com demência antes dos 65 anos. Depressão nestes pacientes foi medida pela escala de depressão de Montgomery Asberg (MADRS). Medidas de cognição, de sintomas comportamentais e psicológicos e atividades da vida diária juntamente a hipotireoidismo, diabetes e acidente vascular encefálico foram incluídos na análise. Antecedentes pessoais de depressão, comorbidade psiquiátrica atual e uso de antidepressivos foram registrados.
A idade média dos pacientes foi igual a 58,6 anos (desvio-padrão = 5,2); 50,6% da amostra era composta por pacientes femininas. Destas, 123 pacientes (55,6%) apresentavam grau leve de depressão (escore total MADRS = 7 – 19), 21 pacientes (9,5%) apresentavam grau moderado de depressão (escore total MADRS = 20 – 34) e apenas uma paciente apresentava grau grave de depressão (escore total MADRS > 35). Um fator de análise produziu dois fatores; o primeiro fator descreveu disforia: falta de concentração, pensamentos pessimistas, tensão interna, ideação suicida, falta de sono. O segundo fator denota tristeza: tristeza observada, tristeza relatada, falta de apetite e incapacidade para sentimentos. À análise ajustada de regressão linear, antecedente de depressão foi a única variável significativa associada ao escore total MADRS e ambos fatores um e dois.
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